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quarta-feira, 21 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
A propósito do álbum...
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Edição adaptada da tese de doutoramento de Teresa Duran, esta obra aproxima-se, conforme indica na introdução, de um ensaio divulgativo, especialmente voltado para o estudo do livro infantil e da leitura enquanto ferramentas de comunicação/cognição. Partindo de uma ampla análise teórico-crítica sobre questões ligadas aos processos de comunicação e de leitura, a autora procura demonstrar a que níveis se estruturam, interagem e operam as distintas linguagens – verbal, visual e oral – que enformam o livro, e mais concretamente o conto, na activação da percepção visual e do desenvolvimento cognitivo da criança, assim como das suas competências leitoras. Para a observação de analogias entre ambos tipos de recepção leitora, tanto da narrativa verbal como da visual, a investigadora centrou-se num modelo que considera paradigmático e, como tal, promotor de todos os tipos (e efeitos) de leitura explorados – o álbum ilustrado para a infância.
Carina Rodrigues (in Casa da Leitura)
Edição adaptada da tese de doutoramento de Teresa Duran, esta obra aproxima-se, conforme indica na introdução, de um ensaio divulgativo, especialmente voltado para o estudo do livro infantil e da leitura enquanto ferramentas de comunicação/cognição. Partindo de uma ampla análise teórico-crítica sobre questões ligadas aos processos de comunicação e de leitura, a autora procura demonstrar a que níveis se estruturam, interagem e operam as distintas linguagens – verbal, visual e oral – que enformam o livro, e mais concretamente o conto, na activação da percepção visual e do desenvolvimento cognitivo da criança, assim como das suas competências leitoras. Para a observação de analogias entre ambos tipos de recepção leitora, tanto da narrativa verbal como da visual, a investigadora centrou-se num modelo que considera paradigmático e, como tal, promotor de todos os tipos (e efeitos) de leitura explorados – o álbum ilustrado para a infância.
Carina Rodrigues (in Casa da Leitura)
terça-feira, 6 de julho de 2010
Matilde Rosa Araújo (1921-2010)
Álbum e Arte de mãos dadas...
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Autêntico passaporte para o mundo da Arte, Anthony Browne veste, neste álbum original e carregado de humor, a pele de uma das suas mais célebres personagens – Marcel (ou Willy, na sua versão original), o pequeno chimpanzé que, a cada aventura, se defronta com um universo de gorilas – e resolve retomar umas das suas primeiras actividades, recriando alguns dos mais importantes mestres da pintura (Da Vinci, Botticelli, Van Gogh, Manet, etc.). Em jeito de referências intertextuais, com recurso à paródia e ao pastiche, o autor soma, ainda, inúmeros pormenores inesperados às diversas obras clássicas que caricaturiza, estimulando o interesse dos seus destinatários preferenciais pela história da Arte, num livro simultaneamente lúdico e informativo. Esta mostra criativa encerra com um pequeno “glossário” dos quadros originais, atraindo mais do que um público leitor, seja ele erudito ou não no domínio das artes plásticas e da pintura.

Autêntico passaporte para o mundo da Arte, Anthony Browne veste, neste álbum original e carregado de humor, a pele de uma das suas mais célebres personagens – Marcel (ou Willy, na sua versão original), o pequeno chimpanzé que, a cada aventura, se defronta com um universo de gorilas – e resolve retomar umas das suas primeiras actividades, recriando alguns dos mais importantes mestres da pintura (Da Vinci, Botticelli, Van Gogh, Manet, etc.). Em jeito de referências intertextuais, com recurso à paródia e ao pastiche, o autor soma, ainda, inúmeros pormenores inesperados às diversas obras clássicas que caricaturiza, estimulando o interesse dos seus destinatários preferenciais pela história da Arte, num livro simultaneamente lúdico e informativo. Esta mostra criativa encerra com um pequeno “glossário” dos quadros originais, atraindo mais do que um público leitor, seja ele erudito ou não no domínio das artes plásticas e da pintura.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Livros OQO entre os melhores de 2009
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Desde a sua criação em 2005, a OQO editora não deixa de ser galardoada pela sua criatividade e o seu original labor. Os álbuns Cantas pingas na cidade! e Os mil brancos dos esquimós (ainda sem edição em Portugal) foram recentemente distinguidos com o segundo e terceiro prémio ao "Libro Infantil e Xuvenil Mellor Editado en 2009", outorgados pelo Ministério de Cultura de Galiza.

Carina Rodrigues (in El Correo Gallego)
Desde a sua criação em 2005, a OQO editora não deixa de ser galardoada pela sua criatividade e o seu original labor. Os álbuns Cantas pingas na cidade! e Os mil brancos dos esquimós (ainda sem edição em Portugal) foram recentemente distinguidos com o segundo e terceiro prémio ao "Libro Infantil e Xuvenil Mellor Editado en 2009", outorgados pelo Ministério de Cultura de Galiza.
Cantas pingas na cidade!, obra que assinala a estreia da dupla-autora Eva Montanari na OQO, recria a viagem alegórica e fantástica de dez gotas de água que, sob pretexto de um ligeiro aguaceiro, se apressam a explorar os encantos do universo citadino. Num formato original, pela sua configuração vertical que favorece a extensão das ilustrações em página dupla e reforça os efeitos de superfície e profundidade explorados, este álbum revela uma fiel combinação entre as duas narrativas que o encorpam. O texto verbal, carregado de lirismo e suportado por uma estrutura paralelística, abraça um universo plástico inovador, que, mediante unha amálgama de técnicas e materiais, dá vida a um conjunto de inusitadas e atraentes personagens antropomorfizadas, numa obra sublime sobre a importância de se saborearem as mais pequenas coisas da vida, até as que, surpreendentemente, “caem do céu".
O livro de autoria lusa, Os mil brancos dos esquimós, com texto de Isabel Minhós Martins e imagens de Madalena Matoso, conduz o leitor pelas brancuras do Árctico, estimulando a sua curiosidade para a vida da civilização esquimó. Na voz de um pequeno inuíta, dão-se a conhecer os mais variados tipos de branco que este povo tão exótico distingue para a sua sobrevivência. Dotado de uma componente verbal particularmente singela e atractiva, próxima do registo infantil, a obra compõe-se, ainda, de um conjunto amplo de expressivas e originais ilustrações em formato sangrado, assentes no recurso ao recorte e à colagem de diversos materiais reciclados, e harmoniosamente articuladas com o ambiente natural sugerido, centrando-se nas personagens e nos momentos-chave da diegese.
O livro de autoria lusa, Os mil brancos dos esquimós, com texto de Isabel Minhós Martins e imagens de Madalena Matoso, conduz o leitor pelas brancuras do Árctico, estimulando a sua curiosidade para a vida da civilização esquimó. Na voz de um pequeno inuíta, dão-se a conhecer os mais variados tipos de branco que este povo tão exótico distingue para a sua sobrevivência. Dotado de uma componente verbal particularmente singela e atractiva, próxima do registo infantil, a obra compõe-se, ainda, de um conjunto amplo de expressivas e originais ilustrações em formato sangrado, assentes no recurso ao recorte e à colagem de diversos materiais reciclados, e harmoniosamente articuladas com o ambiente natural sugerido, centrando-se nas personagens e nos momentos-chave da diegese.quinta-feira, 24 de junho de 2010
Une histoire sombre, très sombre, de Ruth Brown
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Um clássico da literatura de potencial recepção infantil que, pela chave mágica "Era uma vez..." – tradicionalmente introdutória dos contos –, abre aos seus leitores as portas do maravilhoso, num conto em formato de álbum. Neste volume original, o leitor é convidado a participar num "história escura, muito escura" onde, através de um curioso princípio de encaixe (um efeito de mise en abyme simultaneamente gráfico e sintáctico), é transportado para sucessivos espaços tenebrosos e arrepiantes, e em que o suspense, o medo e a tensão se cruzam à medida que se viram as páginas. Ao nível do tratamento narrativo, o livro é composto por breves unidades de leitura que, aliadas à componente pictórica, profusamente ilustrada (de página dupla) e repleta de piscadelas de olho ao leitor, promovem a antecipação e a criação de hipóteses interpretativas. O ritmo e a musicalidade das palavras harmoniosamente combinados com uma variação de planos e perspectivas e com um contraste de tonalidades, de luzes e sombras que, para além de recriarem os ambientes e os locais de forma sinérgica e dinâmica, reforçam o mistério que perpassa esta obra marcada por um final surpreendente e risonho.
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Um clássico da literatura de potencial recepção infantil que, pela chave mágica "Era uma vez..." – tradicionalmente introdutória dos contos –, abre aos seus leitores as portas do maravilhoso, num conto em formato de álbum. Neste volume original, o leitor é convidado a participar num "história escura, muito escura" onde, através de um curioso princípio de encaixe (um efeito de mise en abyme simultaneamente gráfico e sintáctico), é transportado para sucessivos espaços tenebrosos e arrepiantes, e em que o suspense, o medo e a tensão se cruzam à medida que se viram as páginas. Ao nível do tratamento narrativo, o livro é composto por breves unidades de leitura que, aliadas à componente pictórica, profusamente ilustrada (de página dupla) e repleta de piscadelas de olho ao leitor, promovem a antecipação e a criação de hipóteses interpretativas. O ritmo e a musicalidade das palavras harmoniosamente combinados com uma variação de planos e perspectivas e com um contraste de tonalidades, de luzes e sombras que, para além de recriarem os ambientes e os locais de forma sinérgica e dinâmica, reforçam o mistério que perpassa esta obra marcada por um final surpreendente e risonho.
Carina Rodrigues (in Casa da leitura)
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Le secret, de Éric Battut
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Álbum minimalista, e de particular eficácia junto dos mais novos, Le Secret é protagonizado por um pequeno rato que encontra, um dia, uma maçã e resolve enterrá-la, fazendo dela o seu segredo. Numa estratégia de jogo cúmplice com o leitor – que percebe, diante dos seus olhos, o que acontece ao protagonista enquanto este se esforça, muito ingenuamente, em manter escondido o seu tesouro –, vários animais (um esquilo, um pássaro, um sapo, etc.) tentam questioná-lo, em vão, sobre o seu mistério, ao mesmo tempo que a natureza se encarrega de desvendá-lo, dando vida a um pequeno arbusto, que cresce, progressiva e negligentemente, nas costas do ratinho, e se transforma numa maravilhosa macieira carregada de «segredos» para todos. A estrutura repetitiva e paralelística que suporta a narrativa, bem como os efeitos sonoros e rítmicos que dela se desprendem, conferem dinamismo e ludicidade ao texto simples e breve, e encorajam a sua recriação por parte da criança. Do ponto vista visual/plástico, o álbum não é menos parcimonioso, compondo-se de ilustrações extremamente acessíveis e claras, especialmente centradas em personagens figuradas num espaço reduzido da página nobre do livro, facilitando, deste modo, a orientação/concentração do olhar leitor. A própria mancha gráfica releva de um cuidado particular, sobretudo ao nível do lettering, que vai variando de forma e de cor a cada sequência da narrativa.
Carina Rodrigues (in Casa da leitura)
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