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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Ser feliz na simplicidade da vida: Vamos encontrar um tesouro, de Janosch

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Depois de Que bonito é Panamá! e Correo para o tigre, ambos editados sob a chancela da Kalandraka, respetivamente, em 2010 e 2011, vem a lume, na mesma coleção dirigida a leitores iniciais, outro clássico universal do célebre Janosch, pseudónimo de Horst Hecker (Hindenburg/Zabrze, 1931). Recorde-se que o artista plástico é um dos mais relevantes autores da literatura infantojuvenil alemã, tendo sido responsável por mais de duas centenas de publicações para crianças (e não só), amplamente divulgadas e traduzidas em todo o mundo. Se as suas primeiras obras, sobretudo vocacionadas para um público adulto, mais críticas e perpassadas por uma tonalidade de fundo político, não conheceram o êxito comercial desejado, Janosch alcança um reconhecimento internacional notável numa segunda fase do seu percurso artístico/criativo, através, nomeadamente, das suas histórias para os mais novos: livros que versam tópicos como a amizade e a tolerância, também capazes de insinuarem, por via de uma subtil ironia, um ponto de vista mais crítico sobre o mundo real.
Originalmente publicado em 1979, Vamos encontrar un tesouro. A historia de como ursinho e trigrezinho procuram a felicidade na terra (Kalandraka, 2013) integra a sua famosa série sobre as aventuras dos dois inseparáveis amigos convocados no subtítulo, narrando, desta vez, a sua história em busca de uma fortuna. Depois de muito andarem, de se cruzarem com a toupeira, o peixe, a galinha, o burro e o mocho, de cavarem na terra e nas profundezas do mar, de juntarem muito dinheiro, de o perderem, de serem enganados e roubados, de discutirem e fazerem as pazes, ursinho e trigrezinho descobrem como é, afinal, tão bonita a vida na amizade e na simplicidade das coisas, ou, como descreve o epitexto editorial, que «os verdadeiros tesouros da vida nem sempre são monetários ou materiais».
Carregado de humor, num registo acessível e afetuoso, o livro acompanha as tentativas dos protagonistas para encontrar um tesouro que satisfaça os seus maiores desejos, mas também para acabar por descobrir que o melhor dos tesouros e a verdadeira felicidade residem na sua amizade. Acompanhando a narrativa na exploração das cumplicidades existentes entre estes dois fiéis companheiros, as ilustrações coloridas e realizadas em traços simples, num estilo próximo do infantil, não só recriam com pormenor as personagens e os momentos-chave da diegese, como ampliam, não raras vezes, os seus sentidos, promovendo a identificação dos leitores com o universo afetivo/intimista retratado.
      Uma obra clássica bastante ajustada aos tempos atuais, a uma sociedade subjugada à usura e ao materialismo, que tende a hierarquizar as pessoas mais pela aparência do que pela essência. 

   Carina Rodrigues
Originalmente publicado em El Correo Gallego, a 7 de dezembro de 2013

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terça-feira, 6 de maio de 2014

Novidades...

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... na Kalandraka:




... na Orfeu Negro:

 


               ... e, ainda, brevemente...





quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Novidades...


... na Orfeu Mini



... na OQO





... no Planeta Tangerina





... na Kalandraka
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e, ainda, muito brevemente...


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e e

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Convocatória: VII Prémio Internacional Compostela




Encontra-se aberto o concurso para o VII PRÉMIO INTERNACIONAL COMPOSTELA PARA ÁLBUNS ILUSTRADOS. As propostas deverão ser originais, inéditas e escritas em qualquer uma das línguas oficiais da Península Ibérica. Os trabalhos deverão ser enviados até ao próximo dia 7 de março de 2014. O prémio, atribuído pelo Departamento de Educação do Município de Santiago de Compostela em conjunto com a editora Kalandraka, tem um valor de 9 000 euros.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ler o mundo através da Arte: O sonho de Mateus, de Leo Lionni

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Em 2013, duas décadas volvidas desde a sua edição original, é com a reconhecida chancela da Kalandraka que chega aos nossos escaparates um dos mais importantes clássicos do álbum literário para a infância (Roig Rechou, 2011) – e um dos últimos do autor: O sonho de Mateus, de Leo Lionni (1910-1999). Influenciadas pela estrutura fabulística, as histórias mundialmente premiadas e difundidas do ilustrador holandês − cuja notoriedade (quase) dispensa apresentações −, não só destacam uma visão humaníssima da infância, do mundo e da vida, como se impregnam de um cariz autobiográfico, alimentado por memórias da convivência com a arte e a natureza, num tempo livre de imposições.

Na senda de Frederico (Kalandraka, 2004), por exemplo, onde o leitor fora já confrontado com topoi basilares como o autoconhecimento ou a afirmação da identidade através da valorização da arte (e da literatura/poesia, no caso), a obra que nos ocupa é talvez a que mais intimamente retrata a experiência vivencial do criador. É na pele de um pequeno rato – personagem, aliás, predileta de Lionni − que se veste Mateus, o protagonista deste conto que sonha em «ver o mundo». E é quando visita pela primeira vez um museu que o descobre «inteiro», ali diante dos seus olhos, nos segredos e nos mistérios da obra artística. O seu poder contagiante e libertador permite, pois, a Mateus descobrir as suas aspirações e transformá-las numa realidade: abandonar o sotão humilde que habitava e tornar-se pintor.

Ode à diferença e à individualidade humana, este álbum não só aproxima o leitor infantil do processo artístico e criativo, promovendo a valorização da arte e a possível construção de um mundo interior, como alerta, simultaneamente, para a importância do universo onírico ou, nas palavras do autor, da representação de «um mundo alternativo que ajude a criança a organizar e estruturar a sua fantasia». Evocando obras de épocas e tendências variadas (e.g., o classicismo, o impressionismo, o cubismo ou o surrealismo), O sonho de Mateus inicia, pois, os mais novos numa educação estética e numa perspetiva crítica da arte, desabrochando os seus sentidos para diferentes modos de representação. Numa técnica mista que conjuga a pintura e o habitual recurso ao recorte e à colagem de papéis de diferentes cores e texturas, as ilustrações de Lionni, carregadas de simbolismo, aliado a um humor subtil, não só recriam com detalhe e expressividade os pontos-chave da diegese, como ultrapassam a mera repetição do texto, ampliando os seus sentidos e sublinhando a individualidade do pequeno herói. 
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Um álbum particularmente admirável, ainda capaz de levantar uma velha discussão em torno da tríade artística e do objeto situado no centro da obra de arte: a expressão do artista ou a receção do espetador, eis a questão.

 Carina Rodrigues
Originalmente publicado em El Correo Gallego, a 19 de junho de 2013


segunda-feira, 23 de abril de 2012

V Prémio Compostela para Álbuns Ilustrados

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O álbum Parvada, dos mexicanos David Daniel Álvarez Hernández y Julia Díaz Garrido foi o vencedor do V Prémio Internacional Compostela, autorgado pelo Departamento de Educação do Município de Santiago e pela editora Kalandraka.




Seré..., com textos e ilustrações de Daniela Iride Murgia (Italia), foi a obra finalista do certame.


Mais informações AQUI

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terça-feira, 12 de abril de 2011

IV Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados

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A obra intitulada El camino de Olaj, de Martín León-Barreto Johnson (Montevideu, 1973) foi a vencedora do IV Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados, organizado pelo Departamento de Educação do Município de Santiago e pela Kalandraka.

O trabalho intitulado Al otro lado, de Moisés Yagües Fernández (Múrcia, 1972), foi finalista do certame, enquanto ¿Quién querrías ser?, de Arianna Papini (Florença, 1965), recebeu a menção especial do júri.



Mais informação AQUI

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Sonho de neve, de Eric Carle

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Figura de invejável mestria na criação de picture story books, Eric Carle volta, neste volume, a explorar as potencialidades gráficas/técnicas deste tipo de edição, brindando os seus mais novos leitores com uma história de temática natalícia. A obra destaca-se ao nível da sua configuração plástica, que, aliada a uma simples e económica componente verbal, concorre activamente para a potenciação de uma simbiose narrativa, estimulando na criança os sentidos visual, táctil e auditivo. A pluralidade e luminosidade cromática das ilustrações, suportadas pelo habitual recurso à pintura e à colagem, e até, por momentos, à textura, ganham ainda expressividade pela sobreposição de umas páginas de acetato matizadas de branco, a desafiarem a curiosidade leitora e a sugerirem a descoberta dos diferentes animais do agricultor-protagonista deste conto. Convertendo a leitura num espaço lúdico e atractivo, esta narrativa de final encantador e “melódico” inverte expectativas – levantadas, desde logo, pela própria capa do livro –, e foge, com subtileza, à tradicional história de Natal.



Carina Rodrigues (in Casa da Leitura)

sábado, 18 de dezembro de 2010

A Família C, de Pep Bruno e Mariona Cabassa

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Obra vencedora do III Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados, A Família C narra, numa voz manifestamente infantil, e numa intersemiose de linguagens, a rotina diária de uma família aparentemente tradicional, mas cuja descrição icónica revela a sua mais excêntrica faceta. Atraídos pelo universo circense, os três elementos que compõem este núcleo deixam-se levar pelo poder da imaginação para fantasiar e assemelhar o seu dia-a-dia a um autêntico espectáculo. À corrida frenética do quotidiano aliam-se os malabarismos, o equilibrismo, as acrobacias, o ilusionismo, o contorcionismo e as mais divertidas palhaçadas na projecção de uma vida alegre, positiva e saudável. Com recurso a uma técnica mista e uma forte e expressiva paleta cromática, as ilustrações, dispostas em páginas duplas, ultrapassam a mera repetição do texto, ampliando os seus sentidos e iluminando, com as cores da imaginação, a vida de uma família tão peculiar.



Carina Rodrigues (in Casa da Leitura)